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Rio Sizandro: o traçado
 

Nascente
A sua nascente é junto a Patameira de Baixo numa fonte de que tirou o nome.

Curso
Corre na direcção N. e depois na de NO. Passa nas freguesias de Dois Portos, Runa e Torres Vedras, inclina-se depois para O., seguindo pelas freguesias da Ponte do Rol e S. Pedro da Cadeira.

Desagua no oceano junto à Praia Azul, no local designado por Foz do Sizandro (e outrora designado como "foz de Rendide"), completando 35 Km de curso.

Recebe como afluentes os ribeiros do Gradil ou Pedrulhos, Safarujo, Alpilhão, Cuco ou Ilhas, Lamorosa, Cheleiros ou Dois Portos.

Pontes
Ao longo do seu curso é atravessado por diversas pontes. Em Torres Vedras existem cinco; quatro viárias (a do Rei, a da Mentira, a de S. Miguel e, mais recentemente, a ponte da Av. Circular Poente) e uma ferroviaria para a travessia do comboio.
Outra ponte digna de referencia é a chamada da Madeira.
No que se refere a pontes, escrevem os editores da 2ª edição de Madeira Torres" (aproximadamente em 1890): "As pontes que cortam o Sizandro em todo o termo ,são 10 de arcos de cantaria, ou de alvenaria, e uma de pontões ou lageas, e isto desde o lugar de Dois Portos até ao oceano (...). É a 1ª de cantaria, e do mesmo lugar de Dois Portos na estrada real; a 2ª, e de alvenaria, a que dá passagem do lugar de Caxaria para a Quinta da Conceição, lugares da Zibreira e Carvoeira. Esta foi construida no ano de 1859 por mandado da Camara(...). A 3ª, e de cantaria, é a que, perto do lugar de Runa, dá serventia para a Quinta da Granja do Conde de Sampaio. A 4ª, mas de alvenaria, é junto ao dito lugar, e dá passagem para o lugar do Penedo, tendo sido construida também por mandado da Camara em 1856 (...), a 5ª, e de cantaria, é a da estrada real de Runa, e logo à entrada do lugar, a qual parece ter sido construida de novo em 1777, quando se fez a estrada real (...). A 6ª, 7ª, 8ª e 9ª são as já mensionadas de Rei, Mentira, S.Miguel e Madeira; a 10ª a do lugar da Coutada que é de alvenaria, e tendo sido de cantaria noutro tempo, tinha caido talvez à séculos, porque se achava a pedra espalhada junto a ela, sem que a tradição mesmo designasse o tempo (...). A Camara porém a mandou fazer igualmente em 1854 (...). A undécima de lágeas é também junto a Dois Portos, a qual dá passagem para o lugar do Sirol e vizinhanças.
"Porém houve mais outra, que foi de cantaria, e de 2 arcos ao que parece, entre o lugar da Ponte do Rol e Bordinheira, a qual está caida, ou apenas começada a levantar; porque estando já caida em 1748, o povo daquele 1º lugar requereua sua Magestade provisão para se levantar (...) ignorando se chegou a levantar-se até ao estado em que se acha, ou se não começou a obra, porque ainda em 1775 se tornaram a ouvir as vintenas daqueles sitios para o fim de se levantar (...)."

Galerias
Há referencia da possivel existencia de uma galeria subterranea que viria do Castelo de Torres Vedras até este rio.

Cheias
Quase todos os anos, nos periodos de maior pluviosidade, o rio deixa o seu leito invadindo os campos circundantes. Torres Vedras foi sempre uma das vitimas dessas cheias (a ultima grande verificou-se em 1983), facto que levou à regularização do troço do rio que circunda a cidade, construindo-se um muro de cimento em cada um dos lados do rio.
Após essas obras não se verificaram mais cheias na cidade. No entanto, noutros pontos do seu percurso as cheias continuaram a invadir os campos, chegando mesmo a cortar a estrada que se dirige para Santa Cruz em pontos diferentes como seja Paul, Gibraltar ou junto à Bordinheira.

 
 
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